Ushuaia: Duas Fronteiras em três dias.

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Ushuaia: Duas Fronteiras em três dias

O caminho que percorremos para chegar em Ushuaia.

O caminho que percorremos para chegar em Ushuaia.

O trecho, entre Rio Gallego e chegar propriamente no Ushuaia merece um post a parte. Começando pelo vai e vem de fronteiras e depois por tudo que nos passou. Durante o planejamento sabíamos que teríamos que passar muitas vezes pela fronteira e que poderia ter estradas não tão boas pelo caminho, mas nunca imaginaríamos tudo que nos passou.

Nosso passageiro e amigo

Nosso passageiro e amigo Franco – El Porteño

Saímos de Rio Gallegos, como sabem não estávamos nesse momento viajando entre duas pessoas e sim entre três: Dani, Rodrigo e Franco, nosso querido Portenho. O primeiro objetivo era chegar em terras chilenas e pegar a balsa pelo Estreito de Magalhães.

Passamos em um mercado, compramos o que faltava, fizemos um café da manhã e seguimos. Andamos, paramos, tiramos fotos, saludamos a Gauchito e chegamos a uma fila incrível de carros, era a Fronteira. Enquanto esperávamos na fila vimos policiais tirando várias coisas da mochila de um homem e não pense você que era drogas ou algo assim. Eram pacotes de algo que parecia arroz.

Então lembramos de nossa despensa, e agora o que faríamos não queríamos jogar fora nosso último paco

Momento em que a dany foi pra cozinha, em plena fronteira do Chile.

Momento em que a Dani foi pra cozinha, em plena fronteira do Chile.

te de feijão, as lentilhas e tudo mais. Então ficamos sabendo que o que não é permitido são os cereais e sementes não processados, então enquanto Rodrigo e Franco ficavam na fila, Dani foi fazer o mais lógico em uma fronteira: cozinhar.

Quase três horas depois, um quilo de feijão cozinhado, um quilo de arroz, meio de lentilha e 4 filas, conseguimos sair da Argentina. O processo em si é burocrático mas bem simples e você o repete a uns 10 km na fronteira do Chile.

Entrando na Fronteira do Chile na Tierra del Fuego.

Entrando na Fronteira do Chile na Tierra del Fuego.

Primeiro você preenche um formulário, passa na Imigração carimba o passaporte com a saída do País, depois você vai para Aduana, a fim de dar saída no carro. Com todos os papéis na mão é hora de passar pela revista.

fila-transportador-

Tudo certo e seguimos  com as panelas cheias de tudo que ou cozinhávamos. Das filas da Fronteira fomos direto para a fila da Balsa que cruzaria o Estreito de Magalhães.

Como tinhamos tempo, resolvemos almoçar mas mal terminamos de esquentar a comida e a fila começou a andar. Franco saiu pra gravar, tudo estava lindo até que entramos na Balsa. Havia um pequeno detalhe, um degrau que passaríamos com a Kombi que não era muito grande só o suficiente para virar uma panela de feijão que estava ainda em cima do armário.

Uma Tonina apareceu e deu o ar de sua graça, por parte do caminho nos acompanhou. Até parecia que sabia que a Dany tinha ficado triste de não poder conhecer Puerto Deseado e aprecia las mais de perto.

Uma Tonina apareceu e deu o ar de sua graça, por parte do caminho nos acompanhou. Até parecia que sabia que a Dany tinha ficado triste de não poder conhecer Puerto Deseado e aprecia-las mais de perto.

Limpamos e subimos. Fomos para o mezanino apreciar a paisagem e até uma Tonina apareceu para se exibir. O Estreito de Magalhães é um canal muito forte, os ventos lá são absurdos, chegando muitas vezes a forçar o fechamento da balsa, ouvimos o barulho do motor fazendo força para ultrapassar aquele curto espaço, ao todo a viagem durou meia hora.

Saímos de lá e o mais incrível foi que poucos quilômetros um carro nos ultrapassou e nos cumprimentou, era @mccow havíamos conhecido ele na balsa, um pouco a frente ele parou e quando passamos ele estendia a mão com um pacote, agarramos o pacote ainda em movimento e seguimos, quando vimos era um pacote de balas, daquelas bem boas.

No fim do dia paramos em um pequeno povoado chamada Cerro Sombreiro, ali já estávamos na parte Chilena da Tierra del Fuego, nome da ilha. Quando chegamos na praça curiosamente encontramos um Cinema, exibindo um filme com entrada franca, é lógico que aproveitamos.

De novo na Argentina....

De novo na Argentina….

Quando saímos, vimos a umas duas quadras um lugar ao lado do que depois descobrimos ser uma lavanderia, pedimos permissão pra dormir e fazer uma fogueira já que estava muito frio. Autorização cedida nos acomodamos. Franco dormiu nessa noite no banco da frente e no dia seguinte cedo pegamos estrada.

Passamos mais uma fronteira saindo do Chile e entrando novamente na Argentina e no fim do dia estávamos em Rio Grande, mesmo não querendo viajar a noite, nos sentimos inquietos, queríamos chegar logo, e resolvemos andar um pouco mais.

Paramos na última cidade antes do Ushuaia, Toluim. Dormimos ao lado do lago, fizemos uma fogueira, nos esquentamos e quando o vento estava muito forte fomos pra Kombi. Fazia 5 minutos que havíamos deitado e vimos a policia se aproximar.

Não podíamos ter feito a fogueira, com aquele vento as brasa poderiam ir pra longe e causar um incêndio. Como já havíamos apagado, não tivemos problemas e fomos dormir. No outro dia depois do café da manhã seguimos para ai sim chegar ao nosso querido destino: Ushuaia.

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