Torres del Paine nos Venceu!

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Torres del Paine nos Venceu!

Nossa história com Torres del Paine começa em Puerto Natales. Chegamos pela tarde então resolvemos seguir e chegar ao Parque Nacional, pelo que havíamos escutado e pesquisado eram 130 km.

torres-del-paine-2Havíamos abastecido em Rio Turbio apenas a 40 km de Puerto Natales, tinhamos praticamente o tanque cheio. pela estrada de chão batido seguimos, ao longe se aproximavam montanhas incríveis. Paramos inúmeras vezes e a noite chegou. andamos até mais ou menos meio tanque e nem bem havíamos chegado na entrada do Parque.

Aquele momento foi tenso, pois se seguíssemos não sabíamos se teríamos gasolina para voltar e o que nos haviam dito é que no parque só havia um local para abastecer e que não deveria ser barato. Resolvemos não correr o risco e voltamos, um pouco frustrados, mas decididos a encher de novo o tanque para poder finalmente conhecer o Parque e chegar o mais perto possível com a Kombinet das Torres del Paine.

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Abastecendo agua.

torres-del-paine-4Chegamos já era tarde, fizemos uma janta e resolvemos dormir. No outro dia passamos no posto, enchemos o tanque, até pensamos em colocar gasolinas no galão, mas como a gasolina lá era cara e achamos que o tanque cheio ia ser suficiente preferimos não carregar.

Tudo certo fomos novamente ao Parque, passamos pela entrada pegamos mapas e fomos, muitos miradores, um mais lindo que o outro. Quando chegamos no último mirador o NordenSkjold que é o mais próximo da base da Trilha dos Cumes fizemos os cálculos e ainda tinhamos que andar mais 35 km de ida e 30 de volta.

Estávamos em meio tanque não tinhamos gasolina extra. Decidimos que iríamos dormir alí mesmo no mirador e resolveríamos o que iríamos fazer somente no outro dia. Por hoje nos bastava aproveitar a vistas das montanhas e fazer o jantar.

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Nenhum vento. Nessa noite até começamos a ver um filme e lá pelas tantas começamos a ouvir o vento, Rodrigo dizia: Escuta Dani, que lindo o barulho do vento. Quanto mais passava o tempo mais o vento aumentava e o que eram brisas passaram a ser rajadas de vento fortíssimas, que balançavam a Kombi.

torres-del-paine-9Nessa hora a Dani já imaginava que os ventos poderiam virar a Kombi, estávamos parados em um mirador, ao lado de uma pirambeira. Se a Kombi virasse era uma vez só e para baixo. Quando os ventos paravam era sinal que viria uma rajada mais forte ainda. Até que sentimos o que mais temiamos, a Kombi havia se movido do lugar.

Nunca pulamos tão rápido para os bancos da frente ligamos nossa Kombi e saímos, era noite e não víamos nada a única coisa que sabíamos é que ali não podíamos ficar. Paramos ao lado de um morro e nada o vento ainda balançava a Kombi, andamos mais uns 600 metros e paramos ao meio de duas dunas, ali o vento não nos balançava podíamos dormir tranquilos.

torres-del-paine-8No outro dia voltamos ao mirador e olhando para o ponteiro da Gasolina vimos que não daria até a base das Torres, a aventura da noite anterior também havia sido muito forte. Foi a primeira vez que nos sentimos vulneráveis, infelizmente não chegaríamos na base das Torres del Paine nem poderíamos conhecer o resto do parque com nossa Kombinet, nos restava curtir a volta.

Não que o caminho de volta tenha sido feio pois ainda aproveitamos para fazer um time lapso das Montanhas e conhecemos as Cuevas del Milodon, é uma cova gigante onde habitavam Milodons que são como uns bichos preguiças só que gigantes.

Fomos embora do Parque Nacional com o sentimento de que não concluímos, que teremos que um dia vencer as Torres del Paine e chegar até elas, não foi dessa vez. Mas aprendemos muito, principalmente andar sempre com os galões cheios de gasolina, porque vai que precisa?

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