Da Mão do Deserto à Fronteira

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Estávamos focados em chegar em Cusco antes da nossa família, complicado ter que sair de lugares que queríamos muito ficar. Mas também estávamos muito felizes por ir encontrar com eles.

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Mesmo correndo quanto ao tempo, paramos para deixar nossa marca no Deserto Ruta 5 – Km 2014

Seguimos viajando por dois dias em meio ao deserto, sem muita novidades e tão pouco muito dinheiro no bolso. Não tinhamos o suficiente para encher o tanque e chegar a Antofagasta.

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Como não haviam muitos lugares para vender, o negócio foi aproveitar todos que vinham falar com a gente, mesmo que fosse no meio da estrada!

Tinhamos nossas economias no Banco, mas que adianta estar lá e tu no meio do Deserto. O negócio era se desdobrar e ver o que fazer.

Aquela região havia sido muito afetada por uma enchente e não tinhamos conseguido vender muito depois de Coquimbo. Estávamos determinados a chegar em Antofagasta vendendo os postais!

Foi no dia em que acordamos em um posto no meio do nada e sem gasolina, que conseguimos (até porque não sobrava outra) vender os postais.  Até aos Carabineiros que são como os Policiais compraram. Com a Ajuda das pessoas conseguimos.

A grande supresa desse caminho foi a Mão do Deserto.

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Dica: Ache os “Wally’s” na Mão do Deserto!!!!

 

A verdade é que a surpresa não foi ela existir e sim estar no meio do nosso caminho.  Ainda não sabemos porque, mas pensava que era mais para perto de San Pedro de Atacama. Nada que ver. Quando vimos dissemos: Aquilo no meio do deserto é uma mão?

Essa é a escultura da Mão do Deserto e é de Mario Irarrázabal, o mesmo Artista que fez a escultura Los Dedos  no Uruguai em Punta del Este. De cinco, já passamos por duas! As outras ficam fora da América do Sul então será em uma próxima viagem.

Certo que paramos para tirar fotos, mas com o tempo contado tinhamos que seguir, chegamos em Antofagasta e fomos trabalhar. Quando chegamos em uma nova cidade já aprendemos que existem lugares estratégicos, como as praças em frente a grandes supermercados e foi para um deles que fomos, assim já aproveitamos para vender e comprar coisas.

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Esse é o Condorito, é o Zé Carioca só que na versão Chilena!

De lá para Mejillones, uma praia pequena e bem próxima. No outro dia partimos cedo, a chegada deles se aproximava e ainda tinhamos muito caminho pela frente. Ainda dormimos em Iquique, mas só dormimos e vendemos postais e logo seguimos viagem.

Sabíamos que íamos passar de novo por aqui então podíamos conhecer melhor, depois e de Iquique para Arica, quase fronteira, estávamos chegando finalmente no país onde encontraríamos nossa família, o Perú.

Esse tramo de nossa viagem, de certa maneira era como nossa vida anterior. Acordar, comer, vender, seguir, comer, vender, seguir, dormir. Mas é assim quando você está com tudo planejado, não tem tempo para o inesperado para as surpresas do caminho.

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Ta aí, já na Fronteira e devidamente adesivados. Perú o Quinto país a entrar na lista!

Fizemos todo o tramite fronteriço como de costume, entrada e saída do país, entrada e saída do veículo. A única diferença do processo nesse caso é que tivemos que comprar o formulário que tinhamos que preencher saindo do Chile para entrar no Perú. Mesmo com toda a burocracia estávamos no Perú indo em Direção a Moquenca e mais perto de Cusco.

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