El Chaltén e a subida ao Fritz Roy

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El Chaltén e a subida ao Fritz Roy

fritz-roy-3Depois de sair de El Calafate nos dirigimos a El Chálten que é a Capital Nacional do trekking na Argentina. Chegamos e já era noite depois de contemplar um dos Por-do-sol mais bonitos que vimos na vida. A cidade nos pareceu uma graça, fomos até a base da Trilha e lá dormimos com outras barracas e motorhomes.

Despertamos e ao abrir a janela um imenso paredão, muitas montanhas.  Nesse momento vimos o porque de ser a capital do trekking, lá a natureza te convida a caminhar.

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Pela manhã chegaram os Austríacos e mais uma vez nos encontramos também com Chilli. Nossa ideia era dormir mais aquela noite e subir apenas no outro dia. Mas haviam tantas pessoas subindo para ir até o Fritz Roy que uma empolgação tomou conta de nossos serem. Nem pensamos em quanto tempo levaríamos, até porque mantínhamos a ideia de no outro dia subir bem cedo.

fritz-roy-5Dizemos um para o outro, vamos até o primeiro mirante são apenas 3 quilômetros. Arrumamos a mochila pegamos, uma garrafa de água, um lanche e o Rodrigo pegou uma lanterna, câmeras em mãos começamos a subir.

Era um bosque que parecia daqueles de contos de fadas em meio a árvores lindas. o Primeiro quilômetro é super puxado e te faz pensar, será que vai ser todo caminho assim, mas persista pois depois alivia.

Chegamos rápido ao primeiro mirante e lá vimos um caminho que levava até a base da montanha mais próxima do Fritz Roy, Rodrigo virou e falou vamos lá? Era cedo estávamos super bem dispostos, porque não. Afinal parecia perto.

fritz-roy-6fritz-roy-7Começamos a andar e depois de uns dois quilômetros descobrimos que lá era a Laguna e que lá é a base do Fritz Roy até onde se podia ir. Resolvemos encarar, mas sem pressa. Parávamos tirávamos fotos.

Passamos por dois lugares de acampamento e seguimos caminhando. As partes mais difíceis dessa trilha são os primeiros quilômetros e os últimos dois. Ao total são 10 de ida e 10 de volta e nós consideramos um treeking com uma alta dificuldade.

No meio da última subida praticamente se segurávamos nas pedras de tão inclinado. E quando chegamos ao todo foi uma alegria, uma vitória. Montes de Neve, um lago com uma cor absurda, um verde água lindo e ao fundo o Fritz Roy. Era 5 da tarde havíamos levado 5 horas para fazer os 10 quilômetros para chegar.

Haviam tantas pessoas ainda no Lago que nem nos preocupamos com a decida. Pensamos, “um monte de peludos que vão ter que descer a noite como nós”, mas enquanto descemos vimos todos os supostos peludos parando nos acampamentos e só nós os verdadeiros peludos descendo a noite.

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Mesmo assim aproveitamos o por do sol. Descemos os primeiros dois quilômetros e paramos para descansar. Havia ainda muito chão pela frente e a luz já sei ia. Por sorte tinhamos uma lanterna. Depois dessa parada fomos direto.

fritz-roy-9Quando ainda faltava 5 quilômetros não víamos mais nada que não estivesse iluminado pela lanterna. O cansaço era absurdo, o Rodrigo dizia vamos parar, mas a Dani sabia que se parassem não iriam conseguir continuar.

Quando chegamos no alto da montanha, fomos presenteados com uma laguna verde de agua cristalina formada pelo desgelo.

Quando chegamos no alto da montanha, fomos presenteados com uma laguna verde de agua cristalina formada pelo desgelo.

Os dois últimos quilômetros foram absurdos era difíceis degraus muito altos, praticamente tinhamos que levantar as pernas com a ajuda das mãos para seguir. Os bastões de madera que havíamos pegado pelo caminho a muito tempo já o havíamos abandonado pelo peso.

Quando vimos a entrada da trilha começamos a cantar We are de Champion, pois nos sentimos vitoriosos, se tivéssemos que descer mais um quilômetro não conseguiríamos, chegamos em nossa Kombinet, tiramos os tênis e os pés estavm cheios de bolhas em um estado lamentável, mas a alma esta viva e cheia de boas energias daquele lugar único para se conhecer.

fritz-roy-10Ao lado de Nossa casa estava o Fiat Vermelho dos Trippers. Mais uma vez cruzando nossos amigos viajantes, em um lugar que eles iam amar conhecer, pelo menos nós amamos. No outro dia levantamos com uma disposição incrível. Conversamos com nossos vizinhos e contamos nossos feitos.

 Nem parecíamos que havíamos feito 20 km em 10 horas no dia anterior. Orgulhosos e com o sentimento de trabalho concluído resolvemos seguir viagem e buscar nosso próximo destino Cueva de las Manos.

Veja mais Fotos da subida ao Fritz Roy aqui!

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