Protesto, Mal da Altura e Finalmente Cusco

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Foi só no fim do almoço que pensamos ui, nem tiramos a foto, então tá aí o prato vazio mesmo!

Enfim chegávamos no Peru e nossa primeira impressão foi: Aqui se come bem. A primeira coisa que nos passou logo após passar a fronteira foi sentir o cheiro de feijão e pela primeira vez depois de meses aquele cheiro encheu nossa boca de água.  Pode parecer besteira, mas como é bom comer Foi inevitável parar e comer e que comida boa. De lá, Tacna e seguimos para Moquengua.

Uma das coisas que já chama a atenção quando você entra no Perú é ver que como muda tudo em relação ao Chile.

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Uma Cholita e uma Señorita, repara na minha cara de quem tá sofrendo do Mal do Soroche.

Os carrinhos de comida de rua, por exemplo, estão por todos os lados. As roupas nos chamaram atenção, vimos pela primeira vez as Cholas, no Perú ou você é uma Cholita ou uma Señorita. A Cholitas se vestem com camadas e mais camadas de saias, cada comunidade usa um tipo de bordado, além disso tem o tradicional chapéu e as tranças, que segundo elas quanto mais grossas e mais longas mais vão servir como um atrativo aos homens.

Em Moquengua dormimos estacionados em uma praça, para no outro dia subir a serra e enfrentar um dos maiores desafios que teríamos até agora. Chegamos aos 4600 metros de altura e quando saímos do caro pela primeira vez já sentimos a diferença, ficamos tontos imediatamente, caminhar poucos metros já nos cansava e a Dani começou a sentir dor de Cabeça.

Nesse trajeto até Puno, demos carona para uma Chola a Carmen, ela nos mostrou um gêiser no meio do caminho, nos contou um pouco da sua vida e que ia fazer um curso de aprimoramento para trabalhar com as Alpacas.

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Esse é o tipo de coisa que só conhecemos pelo destino, sem a carona não teríamos conhecido essa beleza e passaríamos ao lado sem nem imaginar. Gracias, Seño Carmen.

Protesto, Mal de Altura e Finalmente Cusco 03A lã de Alpaca é um ícone Mundial da Artesania do Altiplano Peruano

As Alpacas são parecidas com as Llamas mas são mais baixas e mais carismáticas, sua lã é de primeira. Chegamos em Puno, e já era noite a altitude nos incomodava, mas o frio era o pior.  Faltavam menos de quatro dias para nossa família chegar.  Estávamos no último tramo do caminho, faltava pouco.

Saimos de Puno com a notícia de que Juliaca, a próxima cidade que teríamos que passar, estava com protestos e que as estradas estavam fechadas, resolvemos ir até onde pudéssemos para esperar abrirem as estradas. Quando era 6 horas da tarde nos avisaram que haviam aberto a estrada e seguimos para Juliaca. Pensamos que veríamos o que havia sobrado do protesto, mas a verdade é que chegamos no final dele.

Foi a primeira vez que nos sentimos Mal e Inseguros

Vimos pilhas de lixo pegando fogo espalhadas pelas ruas, muitos cacos de vidro, pneus, pessoas paradas com pedaço de paus e pedras, até que chegamos no cordão que fechava a rua. Parecia uma situação de guerra, pelo menos como imaginamos ser.

Não havia policiamento, nos gritavam palavras, como: “GRINGO SAIA DAQUI”, “AQUI NÃO É SEU LUGAR”. Nos jogaram algumas pedras, contornamos por ruas adjacentes e se via o mesmo, até que conseguimos achar uma rua que levava a estrada. Nem temos fotos desse momento, a única coisa que pensávamos era buscar a saída.

Seguimos viajando a mais de  4000 metros, com tudo isso, esse estava sendo o trecho com mais tensão até agora. Chegamos a um pedágio e paramos, no início disseram que não podíamos dormir, mas dissemos que não tinhamos como seguir e que iamos sim, dormir lá. Nos autorizaram e tentamos dormir.

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Essa era minha cara pela manha, sempre pensei que o Soroche fosse para frescos e não me considero fresca pra nada.

Essa foi a pior noite da viagem, de longe. Fazia muito frio e tinhamos a sensação de que o saco de dormir não conseguia manter nosso calor, tentamos colocar todas as roupas que tinhamos, mas nada funcionava, essa noite demorou a passar.

Mal amanheceu e pegamos estrada de novo. Foi a primeira vez que amanhecemos com as janelas congeladas. Continuamos viajando e passando por vilarejos bem pequenos e tradicionais. Ainda tivemos que consertar um pneu que havia furado quando passamos por Juliaca. A Dani tomou um remédio e melhorou, o Sol apareceu forte esquentando incrivelmente o dia e finalmente chegamos em Cusco. Uma cidade linda que estava em festa. Dois dias depois chegou a nossa família o que fez com que todo esse esforço valesse a pena.

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E finalmente eles chegaram!!! Uma Volta de Kombi em Familia – Cusco Perú

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