Argentina – Expectativa x Realidade

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A Expectativa

Este é o segundo pais com maior quilometragem, chegando bem próximo ao que percorreremos no Brasil e o terceiro pais visitado. O planejamento é conhecer Buenos Aires sua capital, lá vemos nitidamente a influencia da colonização europeia tanto na arquitetura como na gastronomia.Vamos pelo seu litoral até a cidade de Bahia Blanca onde vamos nós preparar para seguir em direção a Tierra del Fuego, a cidade mais austral do planeta (mais próxima da Antártida). Se tivermos sorte vamos conseguir registrar um dos fenômenos mais espetaculares da terra: A Aurora Austral. Além de ver lobos marinhos, baleias e belas paisagens, a argentina nos propiciará conhecer um frio de verdade e encontrar a neve pela primeira vez. Para pratica de surf existem vários points em Mar de Planta, Necochea e Bahia Blanca sem falar dos trekking que existem pelo caminho. Com uma quilometragem tão grande com certeza iremos nos surpreender inúmeras vezes e certo que compartilharemos essas experiências aqui.

A realidade

Sim, a Argentina foi um dos países que com certeza será o com maio quilometragem, foram exatamente 10329 quilômetros, mais de 2500 a mais do que havíamos planejado, além de ter ficado quase que três meses ou o dobro do tempo. Foi o terceiro, o quinto, e o sétimo país visitado se considerar cada entrada e saída no país que tivemos só para chegar ao Ushuaia.

Pensávamos que vamos conhecer Buenos Aires, mas ficamos lá apenas 5 horas, mas aproveitamos muito mais do que podíamos imaginar em seu litoral. Conhecemos muitas praias e fizemos amigos incrível, na primeira cidade em que paramos ficamos 5 dias, San Clemente del Tuyu.

Antes de chegar a Bahia Blanca foram muitas as paradas, algumas que não estavam na rota e foram essas as que mais nos marcaram como Puerto Pirâmides. A chegada no Ushuaia foi longa, mas quando passamos por aqueles acorcos que diziam aparte daqui é o Ushuaia vibramos. Gritamos, choramos, nos emocionamos muito. Não vimos a Aurora Boreal pois só acontece na primavera e é muito difícil de acontecer, mas o fato é que era verão.

Vimos muitos lobos marinhos, tiramos fotos com eles, inclusive um dia estacionamos nossa casa e fizemos almoço a poucos metros deles em Caleta Olivia e o mais incrível nadamos com eles na Península Valdes. As Baleias não vimos pois não era época.  Mas vimos elefantes Marinhos, inúmeros pinguins, toninas, flamingos e outra infinidade de pássaros.

Percorrendo a Argentina conhecemos a Patagônia, vimos suas planícies áridas e intermináveis, vimos bosques que pareciam parte de um filme, estivemos em praias de areias brancas a pura conchas.Estivemos em Montanhas e vimos pela primeira vez neve, fizemos bonecos, jogamos bolas um nos outros e vimos Glaciares incríveis.

Sentimos frio como nunca antes em nossa vida, uma mistura de maravilha com tremedeira. Não estávamos preparado para eles, muito menos para os ventos. Quando vinha de trás o vento levava a nossa Kombient pela estrada, mal gastávamos gasolina.  Mas quando pegávamos ele de frente e a quase 150 km por hora, não conseguimos andar com nossa Kombinet, tinhamos que parar e esperar um pouco.

Imaginávamos que iríamos pegar sweel melhores na Argentina, mas estávamos sempre alguns dias atrasados, não foi uma nem duas vezes que chegamos e ouvimos, ontem o mar estava incrível, você tinha que ver as ondas e quando chegávamos nada. O mérito foi conseguir ter surfado na Patagônia naquela água gelada em um point que só vai quem é do local e sabemos que ainda tem muita estrada pela frente.

Os trekking foram um capitulo a parte, com certeza o melhor da nossa Vida foi em El Chatén subindo até o a Laguna Três Cerros, na Base do Fritz Roy. Alguns não conseguimos fazer e ficaram de desculpa para ter que voltar.

Apesar de muitas vezes a natureza na Argentina nos surpreender o que mais nos encantou foram as pessoas, hospitaleiras e receptivas, muito solidarias ao nosso projeto. Ganhamos amizades sinceras e verdadeiras, que sabemos que é para toda a vida.

A Argentina nos atrapou como se diz em espanhol, nos encantou e não sai de nossos pensamentos. Nesse país a uma cidade que ao saímos dissemos, poderíamos morar aqui. Nossos hermanos argentinos nos presentearam momentos únicos. Só temos a agradecer e um dia voltar para esse país, afinal comemos Calafate.

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